sexta-feira, 28 de junho de 2013

Jovens do "Santiago em Movimento" estão indignados com vereadores


Queremos expressar nossa profunda indignação, em nome do grupo “Santiago em Movimento”, com o fato ocorrido na última segunda-feira (24/06), quando alguns manifestantes se mobilizaram para ir assistir à sessão da Câmara de Vereadores e foram ameaçados em pleno exercício da cidadania.
Gostaríamos de esclarecer que buscamos conhecer o regimento da casa antes de qualquer manifestação, garantindo que os presentes estivessem no uso de um direito previsto em lei. Portanto, qualquer atitude tomada pelos manifestantes dentro da Câmara foi legal. No decorrer da sessão, alguns vereadores expuseram suas opiniões sobre os protestos nas ruas da cidade, sendo estes aplaudidos ou vaiados de acordo com o teor do discurso. Isso motivou o Sr. Vereador Antonio Carlos, conhecido popularmente por Pelé, a desferir ameaças contra os presentes na sessão, usando a expressão “quero ver vocês fazerem ‘uuuuu’ lá fora”, se referindo às vaias dirigidas a ele e com a intenção de reprimir os presentes. Além disso, encerrado o primeiro momento da Plenária, o Vereador Pelé desceu da bancada, se dirigiu aos manifestantes e tentou dar continuidade às ameaças, sendo impedido pelos demais vereadores.
Ameaçar um cidadão dentro da Câmara é uma conduta imoral e caracteriza falta de decoro parlamentar, podendo levar a cassação do mandato, segundo o Art. 42 da Lei Orgânica Municipal de Santiago de 1990, “Perderá o mandato o Vereador: que infringir qualquer das proibições
estabelecidas no artigo anterior cujo procedimento for declarado
incompatível com o decoro parlamentar”. Por esse motivo, três presentes na sessão registraram uma ocorrência policial contra o Vereador Pelé.
Acreditamos que os eleitos para ocupar a “Casa do Povo” e falar em nome deste deveriam ter mais atenção com as demandas sociais e com os interesses da coletividade e dos grupos. Contudo, o desrespeito com o qual os cidadãos presentes na referida sessão foram tratados foi completamente avesso a isso, além de contrariar o conceito de Cidade Educadora, no qual o bom exemplo deveria partir também de nossos representantes. O que fica disso tudo é o questionamento: será mesmo que nossa cidade não precisa de mudanças, ultrapassando ideais conservadores e antidemocráticos, incapazes de realizar a sociedade justa e igualitária que todos propõem apenas durante a campanha eleitoral?

Atenciosamente,

Renata