
Não adianta me ameaçar em divulgar meus problemas particulares, pois não escondo eles, porem aviso não admito ameaças de marido de ninguém e de professor algum. Não vou me calar, se tiver apoio vou liderar o movimento para uma ampla discussão sobre o rumo do curso de direito em Santiago. Obrigado pelas ligações e mensagem de apoio, mas lembro essa causa não é só minha é de todos os bacharéis formados e os acadêmicos de direito.
Abaixo destaco um trecho do brilhante texto do bacharel em direito e jornalista Julio Prates:
“...É essa dialética da transposição e da interação que pode criar o foco da harmonia entre Mestres e alunos. O bom Mestre sabe conduzir seus alunos, sabe orientar, sabe fomentar, saber despertar interesses. O bom mestre não acusa, educa; e o bom mestre não generaliza todo um contigente a partir de eventuais deslizes individuais, afinal ele precisa ter discernimento e a noção nobre do ato de ensinar e transmitir conhecimentos.
Agora, decidamente, quando os Mestres vão para a imprensa e, despudoramente, acusam os alunos pelo baixo rendimento de um curso, estamos diante de um caso complexo. Primeiro, está admitido o fracasso, com o agravante que tudo se tornou público. Segundo, que tipo de interação poderá haver, doravante, entre professor e aluno, se já se demarcou a culpa e os alunos já sabem que eles é que são os culpados. Aprioristicamente, já existe uma sentença, os professores já foram absolvidos e os alunos já foram condenados.
Aliás, a professora Adriane externou uma opinião que é defendida por outros professores e não será esse consenso um pacto de mediocridade para justificarem-se perante a sociedade pelo baixo rendimento dos seus alunos?
Ninguém me tira da cabeça, a despeito de reconhecer o quanto existem professores bons e talentosos no curso de direito da URI, que essa transferência de responsabilidade e jogo de culpa, é um expediente muito safado, muito oportunista, até porque a URI é uma universidade onde os alunos pagam para receber a formação e, na medida em que pagam, os resutaldos devem aparecer. Do contrário, a continuaram esses índices vergonhosos de reprovações no exame de ordem, vai chegar o dia (se é que já não chegou) em que a sociedade vai colocar em dúvida a própria razão de ser da universidade e de uma faculdade de direito. Ora, uma faculdade particular, cujos professores são pagos pelo dinheiro das mensalidades do alunos, formar mal e ainda justificar a péssima formação discente, acusando os próprios discentes que lhes pagam, sinceramente, é uma das coisas mais estúpidas que eu já vi nos últimos anos em Santiago...”